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BEM ESTAR NAS EMPRESAS

Ronaldo Hofmeister*



Um dos temas que vem chamando a atenção dos empresários é a valorização do funcionário em aspectos intangíveis e portanto difíceis de se medir o retorno como o bem estar dos colaboradores. Falar em qualidade de vida para funcionários já não parece algo tão distante como a anos a trás. Muitas delas já incorporaram estas práticas mas ainda é pouco difundida em empresas de pequeno porte ou com poucos funcionários.
Tal pratica nas grandes empresas vem da crença de que um funcionário satisfeito deixará seu cliente satisfeito também. A queda da rotatividade entre em seus funcionários permitirá também um aumento significativo na fidelidade de seus clientes.

Como manter clientes fiéis se seus funcionários não o são?

Resposta difícil mas infelizmente muitas empresas jogam na mão de funcionários despreparados e sem comprometimento com a empresa o seu bem mais precioso “sua marca”. A marca de uma empresa muitas vezes é construída no atendimento ao seu cliente. Deixar sua equipe de bem com a sua empresa pode ser um excelente passo, mas nos remete a outra pergunta:

Como podemos mudar esta prática nas micro e pequenas empresas?

 Primeiro: é combater algumas inverdades:

- os gastos com funcionário não são despesas, são investimentos;
- você não precisa gastar muito para gerar o bem estar do seu funcionário, muitas ações são de graça e exigem apenas um esforço intelectual do empreendedor;
- isso não deixa o funcionário mais mole para o trabalho, ao contrário revigora suas energias;
- você não ficará refém de sua equipe, muitos funcionários é que desejarão trabalhar em sua organização.

 Segundo: medir os resultados:

- identificar os indicadores para medir o desempenho, por exemplo: satisfação do cliente, faturamento da empresa, produtividade, ticket médio, etc...
- comparar o resultado destes indicadores antes de ações voltadas ao bem estar do funcionário e depois das medidas implementadas.

 Terceiro: criar programas que garantam o bem estar do funcionário:

- ginástica laboral;
- horário flexível;
- disponibilizar algumas horas mensais para o funcionário demonstrar toda sua criatividade voltada a empresa;
- criar comunidades de bem estar, como por exemplo grupos de corrida/caminhada, que podem ser desenvolvidas em parceria com empresas vizinhas.
- difundir boas práticas de saúde. (campanhas anti-tabagistas ou de alimentação saudável)
- conseguir parcerias com academias e obter descontos para seus funcionários;
- participar de campanhas de responsabilidade social que beneficie as comunidades de seus funcionários ou a comunidade entorno da empresa.

  Quarto: perpetuar estas ações

- Não abandonar o programa nos primeiros meses pois é um investimento de logo prazo;
- Não esperar que o funcionário reconheça suas ações imediatamente;
- inovar constantemente, tirando o funcionário da rotina;
- corrigir eventuais falhas, monitorando as atividades.

Criar o ambiente propício é papel fundamental do líder de uma organização. Este ambiente propício, não é apenas uma festa, um almoço, é realmente criar um ambiente de respeito ao profissional, permitindo seu desenvolvimento pessoal e profissional, ouvindo e valorizando suas idéias.


Por que não ser o primeiro a desenvolver tais ações?

Não perca o “bonde” da história. Uma equipe comprometida que compartilha um ideal não é tão fácil de se conseguir, mas quando o funcionário acredita em suas propostas e sente-se bem onde está pode criar uma vantagem competitiva difícil para um concorrente copiar.

* Ronaldo Hofmeister Consultor Associado da Meister Desenvolvimento Empresarial, atua nas áreas de Marketing e Vendas. Mestre em Administração pela UFSC e especialista em Marketing. Professor Universitário atuante em diversos Cursos de Pós Graduação. Consultor e instrutor do Sebrae. Produz conteúdos para Internet e educação a distância. Atuou em grandes grupos empresariais como Sodexho e ACCOR.