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DIÁLOGO E APRENDIZAGEM


Texto resumido da apresentação da consultora Rosa Porto

Ricardo Alexandre Mendonça *

DIÁLOGO, DISCUSSÃO E APRENDIZAGEM EM EQUIPE

 

 A busca de soluções de problemas e melhorias organizacionais se caracteriza pela comunicação dos membros das equipes para tal. Várias técnicas são utilizadas para encontrar respostas para as necessidades presentes. O brainstorming* é uma delas, as “caixinhas de sugestão” são outra alternativa, dentre várias outras. A transmissão da informação será sempre a mola mestra para a obtenção dos resultados esperados.

Mas, como pode se dar esta comunicação nos grupos?

A Metodologia dos Grupos de Diálogo foi desenvolvida para construção e renovação coletivas de consensos, concebida na década de 60 por David Bohm e transposta para os contextos organizacionais nas décadas de 80 e 90 por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Sua premissa é que no diálogo, há a exploração livre e criativa de assuntos complexos e sutis, uma profunda “atenção” ao que os outros estão dizendo, e a suspensão do ponto de vista pessoal. Já na discussão, diferentes visões são apresentadas e defendidas, e existe uma busca da melhor visão que sustente as decisões que precisam ser tomadas.

Quando são produtivas, as discussões convergem para uma conclusão ou para a ação. Os diálogos, por outro lado, não buscam um acordo, mas uma compreensão mais rica de assuntos complexos. Diálogo e discussão são potencialmente complementares – novas ações podem surgir como subprodutos do diálogo.

Quais seriam as diferenças entre diálogo e discussão?

 

O DIÁLOGO...

A DISCUSSÃO...

 

Abre questões

Fecha questões

Mostra

Convence

Estabelece relações

Demarca posições

Compartilha idéias

Defende idéias

Questiona e aprende

Persuade e ensina

Compreende

Explica

Foca a interação

Foca as partes em separado

Vê a interação entre as partes e o todo

Descarta as idéias “vencidas”

Busca a pluralidade de idéias

Busca o acordo sobre uma ou poucas idéias

 

Uma vez com este conhecimento das diferenças entre diálogo e discussão, podemos pensar na metodologia para sua implantação em cinco fases a saber:

Planejamento – É a organização do processo onde o líder do grupo auxilia na escolha dos papéis para a realização do trabalho. Os papéis são de facilitador, anotador relator e controlador do tempo.

Diálogo – Fase da geração de idéias, anotações no flip chart de tudo o que for relevante para a solução buscada (fatos, opiniões, informações, experiências, pontos de vista, etc).

Discussão – Nesta fase entra a argumentação racional e crítica para selecionar alternativas propostas, transformando as opiniões pessoais em opiniões do grupo, na base do consentimento e não do consenso.

Conclusão/Decisão – É a escolha definitiva das alternativas onde se chaga a um consenso final a partir da decisão do grupo. Segue-se o preenchimento da pauta de acordos e a avaliação de novas alternativas que surgirem. Caso isto ocorra voltar à fase da discussão.

Avaliação – É a verificação da eficácia. Nesta fase deve ser avaliada a eficácia do trabalho, o cumprimento do objetivo, ouvidos os feedbacks sobre o processo e, finalmente, a proposição de sugestões para a continuidade das reuniões.

Esta técnica tem por objetivo desenvolver a habilidade dos grupos de buscarem uma visão do quadro como um todo, além das perspectivas individuais. A aprendizagem em equipe começa pelo “diálogo”; a capacidade dos membros de deixarem de lado sua idéias preconcebidas e participarem de um verdadeiro “pensar em conjunto”.

Em grego, dia-logos denota o livre fluxo de significado em um grupo, permitindo novas idéias e percepções que os indivíduos não conseguiriam ter sozinhos. Num diálogo ninguém está tentando ganhar. Cada um vence se qualquer um vencer. Não há a tentativa de fazer sua visão específica prevalecer. Ao contrário, sempre que qualquer erro é descoberto da parte de qualquer um, todos ganham.



*Ricardo Mendonça é consultor em Recursos Humanos, mestre em Psicologia PUC/RJ e especialista em Educação a Distância (EAD). Consultor do IVAR, Instituto do Varejo - RJ e consultor por 6 anos do IBQN na área da gestão da qualidade total. Consultor/instrutor do senac/RJ. Formação como avaliador do PQ/RIO 99. Escritor e palestrante. Realiza instrutoria e desenvolve projetos de treinamentos nas áreas gerencial e de gestão de negócios, tutor EAD do Sebrae Nacional e sócio diretor da Diferencial Educação & RH.