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DICAS PARA
QUEM QUER EMPREENDER
Fernando
Dolabela *
"quero abrir um negócio, mas
ainda não tenho uma
idéia."
"tenho uma idéia
para abrir uma empresa, o que devo fazer?"
Dica:
entender melhor as
relações suscitadas pelo ato de empreender.
1 -
Relações internas à pessoa: auto-conhecimento,
auto-estima. O auto- conhecimento e a construção da
auto-estima, apesar de não serem temas do ensino formal,
são, obviamente, fundamentais para a felicidade. O seu baixo
desenvolvimento pode causar infelicidade.
2 -
Relação entre a pessoa e a sua própria
idéia (identificar oportunidades)
3 -
Relação entre a idéia o meio onde será
implementada (agarrar oportunidades)
Exemplos:
a) a
relação entre a idéia de um produto e o mercado;
b) a
criação de uma ONG para atender crianças carentes
e o ambiente em que elas vivem;
c) um
projeto governamental de construção de uma escola e os
seus impactos na comunidade
4 -
Relação entre o empreendedor e a
implementação e gestão do empreendimento
(aproveitar a oportunidade e buscar e gerenciar recursos)
.
A
relação entre a pessoa e a sua própria idéia
A
adequação
da idéia ao empreendedor é personalíssima porque a
sua viabilidade guarda estreita relação com quem a
implementa. Esta relação é decisiva, não
só por motivos técnicos, mas em função do
maior ou menor grau de adequação da idéia
às características individuais do empreendedor.
Para
o sucesso dessa
relação o empreendedor deve desenvolver o conceito de si
(auto-conhecimento), avaliar as suas preferências, valores,
estilo e projeto de vida.
Riscos nesta relação: caso esta relação
não seja positiva, faltará emoção e energia
ao empreendedor para lançar e conduzir um empreendimento que
não contribua para a sua auto-realização.
Como
enfrentar os
riscos:
a)
Desenvolver
esforço permanente para descobrir o que poderá contribuir
para a sua auto-realização. Em outras palavras,
desenvolver a capacidade de formular o seu sonho.
b) Desenvolver o "conceito de si", ou auto-conhecimento, em que a
auto-estima é parte essencial.
A
relação entre a idéia e o meio onde será
implementada
Essa
relação é a mais abordada na literatura. Trata do
estudo da viabilidade do empreendimento em todos os seus aspectos,
indica recursos de toda ordem e descreve detalhadamente a
organização e o plano de operações. Em
síntese, aborda o planejamento de A a Z do empreendimento e sua
implementação.
Na
área
empresarial e no Terceiro Setor existe um instrumento universalmente
utilizado para a análise dessa relação: o Plano de
Negócios. Nos empreendimentos governamentais há outras
ferramentas.
Riscos
nesta
relação: elaborar um excelente Plano de Negócios
é absolutamente necessário. Mas não suficiente.
São incontáveis os fracassos colhidos a partir de Planos
de Negócios bem feitos, que indicavam elevado potencial de
sucesso.
Aliás,
o
equívoco mais comum é atribuir ao Plano de
Negócios maiores poderes do que ele efetivamente tem. Certos de
que as ferramentas e técnicas são suficientes, muitos
não abordam as duas outras relações, aumentado ou
criando riscos desnecessários.
Como
enfrentar os riscos:
Além de elaborar um excelente Plano de Negócios, estudar
com profundidade as outras duas relações.
A
relação entre a o empreendedor e a criação
do empreendimento (implementação e gestão)
A
terceira
relação diz respeito à capacidade de
implementação do empreendimento. As duas primeiras
acontecem no plano teórico, antes de se iniciar a
ação. No papel, tentam minimizar riscos e avaliar a
conveniência do empreendimento.
A
terceira
relação é crucial porque contém a
disposição de correr os riscos calculados, provocando
desembolsos financeiros e/ou compromissos de várias naturezas.
Apesar de poder ser planejada detalhadamente, será avaliada
somente na prática.
A
experiência
anterior, a vivência do empreendedor, é importante em
todas as fases. Mas nessa relação ela é essencial
porque abrange e envolve tarefas de busca e gerenciamento de recursos
de toda ordem: técnica, humana, financeira, organizacional,
relacional.
Riscos
nesta
relação: empreendedores com grandes idéias,
profundos conhecimentos tecnológicos e com excelentes Planos de
Negócios fracassam por não conseguirem buscar e gerenciar
recursos. É a hora da verdade, o momento em que os gastos
são efetuados. O equívoco mais comum é
representado pela suposição de que o domínio da
tecnologia envolvida no produto ou serviço é suficiente.
Como
enfrentar os
riscos:
•Percepção
da importância da captação de recursos e da
gestão.
•Avaliação da própria capacidade gerencial e
identificação dos seus pontos fortes e fracos.
•Capacidade de buscar em terceiros (sócios, colaboradores,
parcerias) complementariedades para compor as competências
requeridas pelo empreendimento.
*Fernando Dolabela é
consultor e educador na área de empreendedorismo, autor dos
livros O Segrêdo de Luísa, Pedagogia Empreendedora e de
vários programas educacionais implantados no Brasil. Acesse:
www.starta.com.br.
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