|
|
Ricardo
Alexandre Mendonça*
|
Equipes, Criatividade e Autonomia - Um caminho para
a Cidadania
|
Muito se tem falado
sobre participação, desenvolvimento
de equipes, criatividade e cidadania.
Como pano de fundo desta fala usam-se basicamente os conceitos de
Qualidade e Cidadania. Entretanto para que Qualidade e Cidadania sejam
práticas efetivas e construtivas na empresa, é
necessário que primeiramente os 4º e 6º
princípios da Qualidade Total, “Constância de
Propósitos”e “Gerência de Processos”, sejam os regentes
desta abordagem que se define basicamente pelo comprometimento e
participação.
Vemos, todavia, que muitas vezes todo um processo inicial de
mudanças e de desenvolvimento de equipes, a tentativa sincera de
implantar a chamada “Renascença Organizacional”, tão
claramente ilustrada por Fela Moscovici, não consegue atingir
seus objetivos.
Tal fato deve-se na grande maioria das vezes à falta de
motivação das equipes seja por métodos falhos de
buscar a participação por parte dos líderes, seja
por um não comprometimento global que acaba por nos remeter
à falta de motivação. Esta falta de
motivação por sua vez é derivada da não
“Constância de Propósitos”.
METODOLOGIA
Para que haja a motivação para a continuidade do
propósito inicial de participação e
mudança, é fundamental uma refinada
administração de como se chegar as metas desejadas. Cada
organização cria seus próprios métodos de
acordo com suas possibilidades.
Os resultados participativos esperados podem ser atingidos usando-se as
seguintes propostas:
- Monitoramento constante dos processos setoriais e globais, atribuindo
esta tarefa aos líderes e suas equipes.
- Estabelecimento de prazos para se atingir resultados.
- Construção de indicadores temporais de melhorias ou
retrocessos.
- Gerenciamento de processos participativos eficazes, que nos sugerem
planejamento e comunicação elaborados de forma adequada e
produtiva.
RESULTADOS
Temos visto que organizações com um fluxograma e
indicadores satisfatórios na área de RH, desenvolvem suas
equipes com uma motivação superior àquelas que
não tem uma base sólida em seus programas de melhoria.
Este desenvolvimento tanto mais consciente e necessário por
parte de todos se torna à medida em que, de acordo com Edward de
Bono, cria-se uma filosofia auto-sustentável de efetividade,
construção, respeito, aprimoramento pessoal e
contribuição que se alimentam constantemente de
motivação e criatividade.
CONCLUSÕES
Organizações podem ser pontos de difusão de
cidadania.
O (re) descobrir por cada um a capacidade de participar, romper
barreiras de medo, pensar e agir em conjunto, desenvolver visão
crítica, confiar e entender crises como possibilidade de
crescimento e buscar Qualidade e Produtividade estimulam o
indivíduo a ser parte saudável de
organizações vencedoras, reflexo da autonomia criativa de
todos os membros.
Não são necessárias situações
mórbidas como fome, enchentes ou desabamentos para que equipes
se unam para a busca da melhoria.
Que tal começarmos em nosso próprio trabalho ?
*Ricardo
Alexandre Mendonça é consultor em Recursos Humanos,
mestre em
Psicologia PUC/RJ e
especialista em Educação a Distância (EAD).
Consultor do IVAR - Instituto do Varejo-RJ e consultor por 6 anos do
IBQN na área da gestão da qualidade total.
Formação como avaliador do PQ/RIO 99. Escritor e
palestrante.
Realiza instrutoria e desenvolve projetos de treinamentos nas
áreas
gerencial e de gestão de negócios, tutor EAD do Sebrae
Nacional e
sócio diretor da Diferencial Educação & RH.
|