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Depois de tanto trabalho, compromissos agradáveis e
desagradáveis, prazos, aulas, é chegada a hora de uns dias de férias!
Carro revisado, seguro e IPVA em dia, bagagem no porta
malas, pranchas no rack, pousada reservada e, finalmente, a estrada!
Duas horas de viagem e a primeira parada, - senhor, disse
o policial, - estamos fazendo uma campanha para apreensão de drogas e armas,
gostaria de ver seus documentos e por favor me acompanhe na revista ao interior
do veículo. Quarenta minutos à frente, onde até tênis e meias foram tirados dos
pés para averiguação, olhares ameaçadores do policial e o constrangimento de
quase ficar pelado na estrada, ouço a frase: - "Pode seguir senhor”.
Mais quarenta e cinco minutos e chegada com muita chuva a
pousada. Nada de desfazer bagagem, apenas vestir o short, pegar a prancha e
relaxar do stress. Não contava porém com a água gelada, vento e chuva. Deu-se
conta então que não trouxera a roupa de borracha para estes momentos. Tudo bem,
o surf vale o desconforto, tentava convencer à si mesmo.
À noite um belo jantar, uns tiros de espingarda com “bala
de meia” no parque de diversões podendo ganhar uns prêmios, se não tivesse
deixado os óculos na pousada, e,, depois show de rock até a madrugada.
Volta à pousada com muito e insistente calor apesar da
chuva. Hora de ligar o ar condicionado e desmaiar na cama. O ar que não
resfria, o colchão muito mole e os mosquitos não permitem o sono. A insônia
decorrente dos transtornos se instaura...Manhã chega com chuva. Hora de ter fé e esquecer as
intempéries. Respirada profunda, prancha ao mar e, na terceira onda uma
sensação horrível no braço. Uma mancha vermelha inchando e a água viva boiando
ao lado. Saída rápida do mar com muita ardência e o arrependimento pela falta
da roupa de borracha. Mais uma noite chega, mais um jantar e mais um show.
Nova manhã com mais chuva. Hora de passear de carro que,
descobre-se, teve o som furtado à noite. O que mais faltará?,pergunta
Quem sabe escrever um artigo sobre as férias?
pode ser uma boa idéia esta tarde, já sentindo o corpo cansado e febril...
pensando bem, escrever o artigo, ver um show à noite se mais nada acontecer e
pegar a estrada na manhã seguinte para curtir os dias livres na segurança de
casa. Pensou alto: - que idéia doida foi esta de tirar uns dias de férias...
Finalmente o conforto do lar e a descoberta que o
carregador do celular havia ficado na pousada, mas desta vez, nada que o camelô
da esquina não possa resolver. Ufa!
*Ricardo
Alexandre Mendonça é consultor em Recursos Humanos,
mestre em
Psicologia PUC/RJ e
especialista em Educação a Distância (EAD).
Consultor do SENAC - RJ, IVAR - Instituto do Varejo-RJ e consultor por 6 anos do
IBQN na área da gestão da qualidade total.
Formação como avaliador do PQ/RIO 99. Escritor e
palestrante.
Realiza instrutoria e desenvolve projetos de treinamentos nas
áreas
gerencial e de gestão de negócios, tutor EAD do Sebrae
Nacional e
sócio diretor da Diferencial Educação & RH. |