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Governos democráticos,
bons ou ruins, são eleitos pelo voto popular e repetidamente prometem melhorias
nos índices de qualidade da saúde, educação, economia, desenvolvimento social,
humano, etc. Há tempos leis e mais leis
são criadas para estimular estas melhorias. Não obstante em se tratando de
governos, poucas vezes são cumpridas. Desculpas são o que não faltam,
juntamente com o já clássico jogo de “empurra a culpa” para a incompetência das
não realizações. Uma vez findo o governo, o próximo que se anuncia, ainda em
campanha eleitoral, acusa-o de todas as intempéries pelas quais passa o povo e
promete mundos e fundos de novidades, melhorias e felicidades, tal qual um
falso messias. Empresas também são
governadas mas parecem ter um compromisso mais sério com as melhorias que a
maioria dos governos transitórios. Embora muitas cometam falcatruas, tentam de
todas as maneiras crescer no mercado. A função marketing em boa parte das vezes
tenta ser bem utilizada ao contrário do marketing governamental que gasta
centenas de milhões para anunciar inaugurações de hospitais inacabados e sem
médicos, escolas sem professores e estradas sem asfalto e acostamento. Nenhuma
empresa privada faria isto, pois provavelmente seria muitas vezes acionada pela
defesa do consumidor além de “queimar” sua imagem no mercado e possivelmente
desaparecer em pouco tempo. Os governos, ao contrário, não tem medo de se
queimar pois raramente são punidos. Mesmo sendo seu objetivo
maior o lucro, empresas precisam de funcionários capacitados, treinados e com
um nível de relacionamento social transparente que traga confiança aos
consumidores. Por lei as empresas com um n°
maior que determinados funcionários, deve ter creche, escola, ambulatório,
restaurante e instalações e equipamentos que favoreçam a segurança, a saúde e a
qualidade de vida. Muitas promovem o reconhecimento pessoal e profissional do
funcionário, motivando-o diretamente ao aperfeiçoamento nestas esferas, o que
de certa maneira o torna um cidadão melhor em diversos aspectos. Em outro artigo escrevi que
empresas formam cidadãos através de seus programas de melhorias. Volto a dizer
que sua responsabilidade é enorme, uma vez que preenchem lacunas governamentais
que em muitos casos promovem inclusive a ética na organização, o que se adotado
como comportamento ajuda a disseminá-la na sociedade como um todo. Governos fazem metas para
quatro anos. Empresas fazem para pelo menos dez anos. A probabilidade do
sucesso de um planejamento simultaneamente a gestão do capital, é infinitamente
maior na empresa. Há mais seriedade e mais cobrança com resultados efetivos, há
mais comprometimento de todos, há mais competição em tempo real e há mais vontade
de crescer por parte de seu corpo funcional. Empresas tem a faca e o
queijo na mão para formar cidadãos desde que tenham boa vontade e mantenham os
comprometimentos legal e social a que se propõem. Pelo aspecto legal costumam
fazer. Pelo aspecto social basta a boa vontade. Micros e pequenas empresas
também podem desenvolver a questão cidadania e ética na filosofia de vida de seus
funcionários. Conversas, pequenas palestras, programas culturais diferentes e
produtivos, exemplos de empresas que deram certo sendo conduzidas corretamente,
etc. Muitas são as maneiras de colocar esta responsabilidade em prática sem
necessariamente gastar um dinheiro que possa comprometer o fluxo de caixa. Muitos também são os
exemplos, ao contrário do que comumente é divulgado, de empresas que passam por
governos, crises e moedas ao longo de anos. Tornam-se exemplos de superação,
empreendedorismo, inteligência e persistência. Sua empresa vai passar ou
ficar? *Ricardo
Alexandre Mendonça é consultor em Recursos Humanos,
mestre em
Psicologia PUC/RJ e
especialista em Educação a Distância (EAD).
Consultor do IVAR - Instituto do Varejo-RJ e consultor por 6 anos do
IBQN na área da gestão da qualidade total.
Formação como avaliador do PQ/RIO 99. Escritor e
palestrante.
Realiza instrutoria e desenvolve projetos de treinamentos nas
áreas
gerencial e de gestão de negócios, tutor EAD do Sebrae
Nacional e
sócio diretor da Diferencial Educação & RH.
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