INÍCIO
QUEM SOMOS
ÁREAS DE ATUAÇÃO
TREINAMENTOS
PALESTRAS
COLUNISTAS
ATENDIMENTO VIRTUAL
DHAN
NOSSOS CLIENTES
CADASTRO
FALE CONOSCO
ACESSO CURSO RH


Melhores práticas educacionais


Cosete Ramos *

VALORIZANDO A CRIANÇA INTEIRA

O tema do Congresso 2007 da ASCD (Association for Supervision and Curriculum Development) foi verdadeiramente excitante e estimulante: “Valorizando a Criança Inteira: Abraçando uma Visão Global”.

Participei deste evento, juntamente com milhares de educadores de diversos países do mundo, que se realizou em Anaheim, Califórnia, Estados Unidos.

A visão global proposta engloba o desenvolvimento de alunos que são saudáveis, seguros, engajados, apoiados e desafiados. Afirma que as crianças merecem uma educação que enfatize tanto o rigor acadêmico como também as habilidades de pensamento crítico e criatividade que são essenciais no Século 21. 

EXAMINADO AS MELHORES PRÁTICAS

Durante um Instituto de Desenvolvimento Profissional (curso de um dia, antes da conferência), com Nancy Doda, uma parcela significativa do tempo foi dedicada a discutir um documento elaborado por Zemelman, Daniels e Hyde, denominado de Melhores Práticas, uma síntese dos Padrões do Currículo Nacional, documento esse que oferece uma lista atual e ampla de recomendações para a aprendizagem e o ensino.

O que estaria acontecendo nas salas de aula de uma instituição escolar que estivessem efetivando as melhores práticas?

Em relação aos Alunos à Aprendizagem

MAIS

    * Mais ênfase para a aprendizagem ativa e engajada.
    * Mais ênfase em pensamentos de ordem superior; aprendendo o que é essencial em termos de conceitos, princípios e maneiras de conhecer de cada área de conteúdo.
    * Mais responsabilidade e escolha para os estudantes: por exemplo, escolhendo seus próprios livros, tópicos para escrever e parceiros de equipe; estabelecendo objetivos; mantendo registros de classe... 

MENOS

    * Menos passividade dos alunos: sentando, ouvindo, recebendo e absorvendo informação.
    * Menos tempo do estudante gasto na leitura de livros-texto e textos superficiais.

 
Em relação aos Professores e ao Ensino

MAIS

    * Mais aceitação do barulho e do movimento que acompanha o fazer ativo e engajado dos alunos: realizando, falando e colaborando.
    * Mais leitura de livros completos, originais e reais e materiais de não-ficção.
    * Mais estudo aprofundado de um número menor de tópicos escolhidos cuidadosamente.
    * Mais honrar e modelar os princípios da democracia na escola.
    * Mais atenção para as necessidades afetivas e os variados estilos cognitivos dos estudantes individuais.
    * Mais atividade cooperativa e colaborativa: mais senso da sala de aula como uma comunidade interdependente.
    * Mais classes heterogêneas onde as necessidades individuais são satisfeitas através de atividades inerentemente individualizadas, ao invés da segregação de grupos e pessoas.
    * Mais entrega de atendimento especial aos alunos nas salas de aula regulares.
    * Mais ensino em grupos, por times de professores.

MENOS

    * Menos instrução dirigida pelo professor, tipo apresentação para a classe toda: isto é aula expositiva.
    * Menos prêmios e recompensas para o silêncio na sala de aula.
    * Menos tempo de aula destinado a preencher lacunas nas folhas de tarefa, exercícios do livro e outros trabalhos sentados.
    * Menos tentativas pelos professores de cobrir superficialmente grandes quantidades de conteúdo em cada matéria de ensino.

Em relação à Avaliação

MAIS

    * Mais confiança na avaliação descritiva dos professores quanto ao crescimento do aluno, incluindo observações qualitativas e anedotários.

MENOS

    * Menos “decoreba” e memorização de fatos e detalhes.
    * Menos estresse em competição e notas.
    * Menos nivelamento dos estudantes em “grupos por capacidades semelhantes”.
    * Menos uso de programas especiais que retiram os alunos da turma, pois destroem o senso de comunidade na sala de aula e estigmatizam alguns estudantes.
    * Menos uso e confiança em testes estandardizados (padronizados).

DEFININDO ALGUMAS CONCLUSÕES RELEVANTES

     A grande mudança proposta diz respeito ao que está acontecendo na instituição escolar, dentro de cada sala de aula, em relação à prática pedagógica. Exatamente a peça mais difícil de sofrer um processo amplo e significativo de transformação.

     Segundo, foi uma experiência realmente bonita e emocionante: ver educadores de várias partes do mundo - Canadá, México, Tailândia, Estados Unidos, Brasil e tantas outras - estudando e aprendendo juntos, examinando problemas e soluções; enfim buscando respostas para os desafios que enfrentam: todos compromissados com a melhoria da educação em seus próprios países.

     Esta proposta das Melhores Práticas foi elaborada para um contexto definido: a educação nos Estados Unidos. Terá ela algum valor para estimular a reflexão em outros locais? Nós educadores presentes no Congresso da ASCD respondemos afirmativamente. Muitas das recomendações apresentadas para a aprendizagem, o ensino e a avaliação fazem sentido em vários países do mundo. Acreditamos que elas seriam úteis para estimular uma discussão que orientasse um novo fazer pedagógico nas escolas brasileiras!
 

(*) Cosete Ramos.

Doutora em Educação: Universidade Estadual da Flórida (EUA). Especialista em Aprendizagem Baseada no Cérebro. Autora de vários livros (Qualitymark), com destaque para:

- O DESPERTAR DO GÊNIO: Aprendendo com o Cérebro Inteiro.
- VIVER E VENCER: Eduque Seu Cérebro (recém lançado).

Site: www.cosete.com.br   
E-mail: cosete@uol.com.br