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Ricardo Alexandre Mendonça *

Perder o emprego e se ver “na rua” não é das experiências mais agradáveis vividas por profissionais.

As reações são variadas mas em comum fica a sensação do vazio, da incerteza quanto ao futuro, principalmente para os que tem mais de 40 anos. Orgulho ferido, vergonha diante de parentes e amigos, vergonha de muitas vezes não ter dinheiro para honrar compromissos anteriormente assumidos e até os triviais como luz e condomínio, por exemplo.

Seria a hora de começar um caminho solo? Seria a hora de fazer um concurso público para garantir o futuro? Seria a hora de sujeitar-se a qualquer emprego temporariamente? São muitas as questões neste momento. Cada um tentará encontrar a saída da melhor maneira possível. Cada um passará por dores e surpresas que são só suas. Cada um sonhará sonhos de solução e chorará choros de decepção e medo, que também são somente seus.

Uma companhia que pode aparecer neste momento de vida é a tristeza. Não é uma boa companhia, ainda assim muitas das mais belas artes do mundo foram criadas sob sua égide. Não estamos entretanto num momento fértil para criação, embora esta fosse uma excelente guia para nos movimentarmos em direção à volta ao caminho “normal”. A tristeza aparecer é normal, todavia é muitíssimo importante que não seja a guia da vida, pois a continuidade freqüente de sua estrada pode levar a uma depressão severa. A continuidade da tristeza diminui a auto-estima, reduz a imunidade do organismo, limita a capacidade de pensar com clareza, impede a concentração em estudos e impossibilita qualquer tomada de decisão saudável.

A crença na melhora, acompanhada de ações para tal, clareia as estratégias a serem usadas, aumenta a determinação para a mudança da situação de vida e, mesmo que às vezes pouco perceptíveis, cria as melhorias necessárias ao dia a dia.

Não importa tanto o caminho neste momento. Rever contatos, dar muitos telefonemas, marcar encontros profissionais, ir a seminários e palestras para fazer network, etc. O importante é a movimentação constante, a continuação em direção a alguma solução, mesmo que à princípio não esteja tão visível. Ficar parado aumenta a angústia e enfraquece a vontade. “Bola pra frente!”



*Ricardo Mendonça é consultor em Recursos Humanos, mestre em Psicologia PUC/RJ e especialista em Educação a Distância (EAD). Consultor do IVAR, Instituto do Varejo - RJ e consultor por 6 anos do IBQN na área da gestão da qualidade total. Formação como avaliador do PQ/RIO 99. Escritor e palestrante. Realiza instrutoria e desenvolve projetos de treinamentos nas áreas gerencial e de gestão de negócios, tutor EAD do Sebrae Nacional e sócio diretor da Diferencial Educação & RH.